COURENSES VENERAVAM O DEUS PAGÃO MACARIUS ANTES DE SE CONVERTEREM AO CRISTIANISMO
Vários foram os historiadores e antropólogos, incluindo estudos baseados nos trabalhos de Leite de Vasconcelos, apontam que Macário ou Macarius terá sido originalmente um deus lusitano ou divindade naturalística e protetora,
Nos estudos de etnografia e arqueologia pré-romana/lusitana (referidos por historiadores como Leite de Vasconcelos), admite-se que a região da serra pudesse ter albergado cultos antigos dedicados a uma divindade naturalística ou local associada à natureza e à terra, por vezes referida como Macärius.
Como era comum no sincretismo religioso da Península Ibérica, a Igreja Católica "cristianizou" antigos montes ou locais de culto pagão/natural atribuindo-lhes um santo com um nome foneticamente semelhante (Macário), substituindo o culto antigo pela devoção ao eremita cristão.
Com o processo de cristianização do território português, os antigos cultos pagãos pré-romanos e celtas foram absorvidos e adaptados pelo Cristianismo, neste caso associado a São Macário, frequentemente referido como o "mago educador dos Gróvios"
Os Gróvios (Grovii) foram uma antiga tribo galaica pré-romana que habitava a região em redor do vale do rio Minho e a zona costeira entre o norte de Portugal e a Galiza, tendo como capital a antiga Tude, a atual cidade de Tui.
Na mitologia e nas lendas associadas ao noroeste peninsular (região que engloba o norte de Portugal e a Galiza), Macário surge referenciado em antigas memórias e inscrições sincréticas como uma figura tutelar de cariz druídico ou divino ligada a este povo castrejo.
Tal como aconteceu com outros cultos da região, como o deus Turiacus em Santo Tirso ou Larouco na serra com o mesmo nome, a figura pagã de Macário acabou mais tarde por ser associada à hagiografia cristã, fundindo-se popularmente com a famosa figura e lenda do ermita São Macário.
Esta antiga divindade celta deixou a sua marca na toponímia e no folclore da região minhota. Fontes históricas e registos etnográficos regionais referem explicitamente o deus Macário como uma das entidades mitológicas cujo legado ficou associado e inscrito na região de Paredes de Coura, sobrevivendo à transição das eras pagãs para o cristianismo através das lendas e tradições locais.
Nos estudos de etnografia e arqueologia pré-romana/lusitana (referidos por historiadores como Leite de Vasconcelos), admite-se que a região da serra pudesse ter albergado cultos antigos dedicados a uma divindade naturalística ou local associada à natureza e à terra, por vezes referida como Macärius.
Como era comum no sincretismo religioso da Península Ibérica, a Igreja Católica "cristianizou" antigos montes ou locais de culto pagão/natural atribuindo-lhes um santo com um nome foneticamente semelhante (Macário), substituindo o culto antigo pela devoção ao eremita cristão.
Com o processo de cristianização do território português, os antigos cultos pagãos pré-romanos e celtas foram absorvidos e adaptados pelo Cristianismo, neste caso associado a São Macário, frequentemente referido como o "mago educador dos Gróvios"
Os Gróvios (Grovii) foram uma antiga tribo galaica pré-romana que habitava a região em redor do vale do rio Minho e a zona costeira entre o norte de Portugal e a Galiza, tendo como capital a antiga Tude, a atual cidade de Tui.
Na mitologia e nas lendas associadas ao noroeste peninsular (região que engloba o norte de Portugal e a Galiza), Macário surge referenciado em antigas memórias e inscrições sincréticas como uma figura tutelar de cariz druídico ou divino ligada a este povo castrejo.
Tal como aconteceu com outros cultos da região, como o deus Turiacus em Santo Tirso ou Larouco na serra com o mesmo nome, a figura pagã de Macário acabou mais tarde por ser associada à hagiografia cristã, fundindo-se popularmente com a famosa figura e lenda do ermita São Macário.
Esta antiga divindade celta deixou a sua marca na toponímia e no folclore da região minhota. Fontes históricas e registos etnográficos regionais referem explicitamente o deus Macário como uma das entidades mitológicas cujo legado ficou associado e inscrito na região de Paredes de Coura, sobrevivendo à transição das eras pagãs para o cristianismo através das lendas e tradições locais.

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