ENCONTRO DA REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO APONTA CAMINHO PARA UMA CULTURA MAIS ABERTA, LURAL E DIVERSA
A décima edição do evento reuniu uma centena de participantes na Casa do Território
"Os museus, enquanto detentores do património, de uma história, de uma memória, são lugares extraordinários para se pensar e refletir sobre o futuro. E isso exige que as instituições tenham uma capacidade interna e um corpo de pessoas que tenham autonomia, pensamento e se sintam fortes na sua missão". Foi com este apelo ao reforço e autonomia das equipas museológicas que o professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, enquadrou os trabalhos do X Encontro Anual da Rede de Museus de Famalicão.
Realizada na passada terça-feira, 27 de outubro, na Casa do Território, a iniciativa decorreu sob o tema “Nomear para Transformar: Educação, Mediação e Participação nos Museus do Presente”. Com inscrições esgotadas, o encontro juntou profissionais, docentes e agentes culturais de Vila Nova de Famalicão e de diversos municípios do Norte do país.
Na sessão de abertura, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal, Susana Pereira, sublinhou o papel dos museus como espaços de proximidade, defendendo que "podemos transformar o museu para ser mais marcante e mais presente na vida das comunidades". A autarca lembrou ainda que "não basta abrir as portas e deixar entrar as pessoas; é preciso reconhecer as memórias das comunidades e criar oportunidades reais para que participem. Participar não é apenas estar presente, é ter voz e sentir essa voz acolhida".
A jornada, que contou também com a participação do vereador da Educação, Pedro Oliveira, combinou sessões de reflexão com quatro laboratórios práticos focados nas áreas da educação, mediação, participação e transformação cultural, promovendo a partilha de metodologias de envolvimento com a comunidade.
A arquiteta e mediadora cultural Matilde Seabra realçou a importância do trabalho em rede e do fator humano na consolidação da identidade local, afirmando que "nós podemos pensar que os museus são feitos de pessoas e há aqui pessoas que são uma espécie de farol e referência para nós termos como exemplo. Este encontro reflete um trabalho que tem a ver com um território que se foi aproximando entre lugares".
O papel contemporâneo e a responsabilidade social dos museus estiveram também em evidência na intervenção de David Felismino, Presidente do ICOM Portugal (Comité Nacional do Conselho Internacional de Museus). O responsável sustentou que "o encontro de hoje só vem mostrar a importância da leitura que temos de fazer dos museus na contemporaneidade, que é a sua dimensão social e o nosso papel em relação à sociedade. Mostra o caminho percorrido, mas também está a abrir discussões para continuar esse caminho de uma forma cada vez mais aberta, plural e diversa".
Criada em 2012, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão agrega atualmente 11 unidades museológicas do concelho, promovendo o trabalho colaborativo e a valorização do património cultural junto da comunidade.
"Os museus, enquanto detentores do património, de uma história, de uma memória, são lugares extraordinários para se pensar e refletir sobre o futuro. E isso exige que as instituições tenham uma capacidade interna e um corpo de pessoas que tenham autonomia, pensamento e se sintam fortes na sua missão". Foi com este apelo ao reforço e autonomia das equipas museológicas que o professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, enquadrou os trabalhos do X Encontro Anual da Rede de Museus de Famalicão.
Realizada na passada terça-feira, 27 de outubro, na Casa do Território, a iniciativa decorreu sob o tema “Nomear para Transformar: Educação, Mediação e Participação nos Museus do Presente”. Com inscrições esgotadas, o encontro juntou profissionais, docentes e agentes culturais de Vila Nova de Famalicão e de diversos municípios do Norte do país.
Na sessão de abertura, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal, Susana Pereira, sublinhou o papel dos museus como espaços de proximidade, defendendo que "podemos transformar o museu para ser mais marcante e mais presente na vida das comunidades". A autarca lembrou ainda que "não basta abrir as portas e deixar entrar as pessoas; é preciso reconhecer as memórias das comunidades e criar oportunidades reais para que participem. Participar não é apenas estar presente, é ter voz e sentir essa voz acolhida".
A jornada, que contou também com a participação do vereador da Educação, Pedro Oliveira, combinou sessões de reflexão com quatro laboratórios práticos focados nas áreas da educação, mediação, participação e transformação cultural, promovendo a partilha de metodologias de envolvimento com a comunidade.
A arquiteta e mediadora cultural Matilde Seabra realçou a importância do trabalho em rede e do fator humano na consolidação da identidade local, afirmando que "nós podemos pensar que os museus são feitos de pessoas e há aqui pessoas que são uma espécie de farol e referência para nós termos como exemplo. Este encontro reflete um trabalho que tem a ver com um território que se foi aproximando entre lugares".
O papel contemporâneo e a responsabilidade social dos museus estiveram também em evidência na intervenção de David Felismino, Presidente do ICOM Portugal (Comité Nacional do Conselho Internacional de Museus). O responsável sustentou que "o encontro de hoje só vem mostrar a importância da leitura que temos de fazer dos museus na contemporaneidade, que é a sua dimensão social e o nosso papel em relação à sociedade. Mostra o caminho percorrido, mas também está a abrir discussões para continuar esse caminho de uma forma cada vez mais aberta, plural e diversa".
Criada em 2012, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão agrega atualmente 11 unidades museológicas do concelho, promovendo o trabalho colaborativo e a valorização do património cultural junto da comunidade.




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