NÃO ACREDITO EM BRUXAS... MAS ELAS EXISTIAM NO MUNDO RURAL!
Quem nunca ouviu à lareira contar estórias fantásticas acerca de bruxas que pela noite apareciam nas encruzilhadas dos caminhos munidas de trémulas candeias e se reuniam sob as pontes ou em locais ermos junto aos moinhos não viveu aquela infância coberta de fantasia.
As bruxas eram mulheres comuns, em geral camponesas ou sábias locais que, à semelhança dos druídas, detinham conhecimento acerca da natureza, dos ritos tradicionais e ervas medicinais. Eram curandeiras e parteiras. detinham o saber sobre o uso das plantas e a quem as gentes da aldeia recorria para efetuar os partos. Eram, por assim dizer, as médicas do povo cujo conhecimento escapava ao controlo da medicina oficial e da Igreja Católica.
Sobretudo entre os séculos XIV e XVIII, as suas práticas associadas a antigos ritos pagãos levaram à sua perseguição por parte da Igreja e da Inquisição sob a acusação de pactos com o demónio, levando não raras as vezes à sua execução pública.
Entretando, o folclore e a literatura encarregaram-se de criar o estereótipo da bruxa má, também ligada a práticas de mau-olhado para as quais era necessário o recurso a amuletos a fim de os evitar. Ainda atualmente é possível encontrar pequenas saquetas de amuletos atadas àss cangas dos animais.
Fonte: IA

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