O QUE É A CEIA DAS ALMAS?
A Ceia das Almas constitui uma prática com raízes ancestrais associada ao culto dos mortos integrada nos rituais do Dia de Todos os Santos, baseando-se na crença de que, nesta noite, as almas dos antepassados visitam as suas antigas casas e famílias.
O ritual consiste na obrigação da família, após o jantar, deixar a mesa da sala posta durante toda a noite, com porções de alimentos como pão, castanhas e vinho, aguardando que as almas do Purgatório os venham comer. A casa é deixada em absoluto silêncio em sinal de respeito, recolhem-se a famílias cedo para não perturbar a passagem e a refeição espiritual dos seus entes queridos. Também a lareira mantém-se acesa ou com brasas a fim de que possam sentir o conforto do seu antigo lar.
Por fim, ninguém tocará nos alimentoss porque ficam "babados dos defuntos", da mesma forma que o azeite das candeias que ali alumiam os defuntos jamais alumiará os vivos.
Esta tradição funde raízes na mitologia celta associada ao Samhain, o ano novo celta que celebrava o fim das colheitas e a ligação ao mundo dos mortos, com a posterior doutrina da Igreja Católica sobre o Purgatório e o sufrágio das almas. Trata-se de um banquete de comunhão simbólico que reforça os laços de memória, respeito e saudade entre os vivos e os que já partiram.
Embora seja uma prática em declínio no quotidiano moderno, a "Ceia das Almas" ainda é preservada através da memória oral e de recriações históricas e etnográficas em várias aldeias e vilas das regiões do Norte e Centro de Portugal, nomeadamente no Minho.
O ritual consiste na obrigação da família, após o jantar, deixar a mesa da sala posta durante toda a noite, com porções de alimentos como pão, castanhas e vinho, aguardando que as almas do Purgatório os venham comer. A casa é deixada em absoluto silêncio em sinal de respeito, recolhem-se a famílias cedo para não perturbar a passagem e a refeição espiritual dos seus entes queridos. Também a lareira mantém-se acesa ou com brasas a fim de que possam sentir o conforto do seu antigo lar.
Por fim, ninguém tocará nos alimentoss porque ficam "babados dos defuntos", da mesma forma que o azeite das candeias que ali alumiam os defuntos jamais alumiará os vivos.
Esta tradição funde raízes na mitologia celta associada ao Samhain, o ano novo celta que celebrava o fim das colheitas e a ligação ao mundo dos mortos, com a posterior doutrina da Igreja Católica sobre o Purgatório e o sufrágio das almas. Trata-se de um banquete de comunhão simbólico que reforça os laços de memória, respeito e saudade entre os vivos e os que já partiram.
Embora seja uma prática em declínio no quotidiano moderno, a "Ceia das Almas" ainda é preservada através da memória oral e de recriações históricas e etnográficas em várias aldeias e vilas das regiões do Norte e Centro de Portugal, nomeadamente no Minho.

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