PALÁCIO DA ROSA - OU DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA - EM LISBOA ESTÁ CLASSIFICADO COMO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO
Um criado com vassoura à porta do Palácio da Rosa, em Lisboa, propriedade dos Marqueses de Castelo Melhor. Na realidade, trata-se do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima que foram Viscondes de Vila Nova de Cerveira. O brasão é dos Limas. A propriedade só transitou para os Marqueses de Castelo Melhor por casamento da sobrinha do terceiro Marquês de Ponte de Lima, um excêntrico que não deixou descendência. A toponímia do local consagra o Marquês de Ponte de Lima.
Fonte: Memórias do Reino de Portugal
A respeito do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, vulgo Palácio da Rosa, situado em Lisboa, A Wikipédia descreve o seguinte: "Em 16 de Dezembro de 1393 foi dada autorização pela câmara de Lisboa a Afonso Anes
Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor e morador da dita cidade, filho do conhecido João das Leis e casado com Joana Vaz de Almada (filha de Vasco Lourenço de Almada), para derrubar uns "pardieiros" e fechar as ruas junto à Igreja de São Lourenço, para fazer umas casas e um edifício, "por que a dita cidade seria mais honrada", naquele que mais tarde veio dar origem a este Palácio da Rosa.
Destruído quase na totalidade pelo Terramoto de 1755, foi reedificado ainda no século XVIII.
Este que fazia parte do chamado morgado de S. Lourenço e que entra, por casamento, a casa dos Marqueses de Ponte de Lima e mais tarde, também por casamento, entra para os bens dos Marqueses de Castelo Melhor, daí igualmente ter sido conhecido por "Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e dos Castelo-Melhor".
No final do século XX é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa.
O conjunto constituído pelo Palácio da Rosa e Igreja de São Lourenço (incluindo toda a área de jardins) está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público."
A respeito do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, vulgo Palácio da Rosa, situado em Lisboa, A Wikipédia descreve o seguinte: "Em 16 de Dezembro de 1393 foi dada autorização pela câmara de Lisboa a Afonso Anes
Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor e morador da dita cidade, filho do conhecido João das Leis e casado com Joana Vaz de Almada (filha de Vasco Lourenço de Almada), para derrubar uns "pardieiros" e fechar as ruas junto à Igreja de São Lourenço, para fazer umas casas e um edifício, "por que a dita cidade seria mais honrada", naquele que mais tarde veio dar origem a este Palácio da Rosa.
Destruído quase na totalidade pelo Terramoto de 1755, foi reedificado ainda no século XVIII.
Este que fazia parte do chamado morgado de S. Lourenço e que entra, por casamento, a casa dos Marqueses de Ponte de Lima e mais tarde, também por casamento, entra para os bens dos Marqueses de Castelo Melhor, daí igualmente ter sido conhecido por "Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e dos Castelo-Melhor".
No final do século XX é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa.
O conjunto constituído pelo Palácio da Rosa e Igreja de São Lourenço (incluindo toda a área de jardins) está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público."
Sala de jantar do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, em Lisboa, no ano de 1906.
O Palácio encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público através da Portaria n.º 740-J/2012, de 24 de dezembro. Porém, a Nota Histórico-Artística do Património Cultural IP descreve o seguinte:
Não se sabe ao certo a que data remonta o Palácio da Rosa, embora seja certo que o imóvel que hoje conhecemos resulta de uma profunda intervenção arquitectónica, ou mesmo total remodelação e reconstrução, ocorrida no século XVIII, a expensas de Xavier de Lima, ascendente dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e Marqueses de Ponte de Lima, família que foi proprietária do Palácio até 1970, data em que a mesma o vendeu à Câmara Municipal de Lisboa (PINTO, s.d., p. 1).
A heráldica da família encontra-se presente por todo o Palácio, desde o portal principal, de acesso ao pátio, até aos azulejos que figuram neste espaço, recordando a todos quantos por ali passassem a importância do imóvel e dos seus proprietários, o que implicaria, em última análise, uma forma de propaganda e exibição de poder.
De planta em L, mas irregular, o edifício estrutura-se em função do pátio, caracterizando-se as fachadas e respectivos vãos por uma grande sobriedade e depuração. É sabido que sofreu danos em consequência do Terramoto de 1755, que afectou profundamente a igreja paroquial, cuja fachada lateral se encontra no alinhamento do frontispício do Palácio. É possível que esta depuração encontre a sua razão de ser na reparação dos estragos provocados pelo sismo (GONÇALVES, 1994, p. 783).
O já referido portal, de linguagem barroca, é rematado por um frontão triangular, a que se sobrepõe uma cartela rococó, com o brasão esquartelado dos Limas, Nogueiras, Vasconcelos e Britos, ou seja, dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e Marqueses de Ponte de Lima. Flanqueiam-no dois leões, numa composição que se prolonga pela janela superior. O restante alçado, dividido em dois corpos, não apresenta elementos dignos de nota, à excepção do primeiro exibir um friso a separar os três pisos e, o segundo, mais baixo, acompanhando o declive do terreno, ser coroado por uma balaustrada.
Os últimos andares remontam à mais recente intervenção de que o imóvel foi alvo, ocorrida entre 1904 e 1906. É desta campanha, também, o revestimento azulejar do pátio interno, pintado e assinado por Pereira Cão em 1904 e 1906 e executado na Fábrica da Viúva Lamego (PINTO, s.d.). A obra, patrocinada pelo Marquês de Castelo Melhor Varzea, pretendia assinalar alguns episódios importantes da história do país e da família, a par da representação de diferentes brasões, alusivos aos seus proprietários, cujo estudo permite perceber as ligações internas desta família (PINTO, s.d.). A riqueza do património azulejar do Palácio não se esgota, no entanto, nestes painéis polícromos e azuis e brancos do pátio, mas estende-se a todo o imóvel, onde é possível encontrar exemplares de épocas diferenciadas.
No interior, marcado por amplos salões, com comunicação entre si, a decoração adapta-se à função de cada um, destacando-se os estuques pintados do final do século XVIII e inícios do XIX, ou o revestimento em boiserie da antiga biblioteca.
Depois da aquisição do imóvel, em 1970, pela Câmara Municipal de Lisboa, muitos foram os projectos que aqui se pensaram implementar, quase todos de cariz cultural. O Gabinete de Estudos Olissiponenses esteve aqui instalado, tal como a Academia de História. Mais recentemente, a autarquia tem ponderado a possibilidade da venda do Palácio, tendo em vista transformá-lo num hotel de luxo. Apenas a título de curiosidade, refira-se que, escavações recentes (2001), na contígua igreja de São Lourenço, trouxeram ao conhecimento geral importantes vestígios de janelas góticas e capelas do século XIV, a par de sepulturas e outros materiais arqueológicos (RIBEIRO, O Público, 23 de Março de 2001).
(Rosário Carvalho)
O Palácio encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público através da Portaria n.º 740-J/2012, de 24 de dezembro. Porém, a Nota Histórico-Artística do Património Cultural IP descreve o seguinte:
Não se sabe ao certo a que data remonta o Palácio da Rosa, embora seja certo que o imóvel que hoje conhecemos resulta de uma profunda intervenção arquitectónica, ou mesmo total remodelação e reconstrução, ocorrida no século XVIII, a expensas de Xavier de Lima, ascendente dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e Marqueses de Ponte de Lima, família que foi proprietária do Palácio até 1970, data em que a mesma o vendeu à Câmara Municipal de Lisboa (PINTO, s.d., p. 1).
A heráldica da família encontra-se presente por todo o Palácio, desde o portal principal, de acesso ao pátio, até aos azulejos que figuram neste espaço, recordando a todos quantos por ali passassem a importância do imóvel e dos seus proprietários, o que implicaria, em última análise, uma forma de propaganda e exibição de poder.
De planta em L, mas irregular, o edifício estrutura-se em função do pátio, caracterizando-se as fachadas e respectivos vãos por uma grande sobriedade e depuração. É sabido que sofreu danos em consequência do Terramoto de 1755, que afectou profundamente a igreja paroquial, cuja fachada lateral se encontra no alinhamento do frontispício do Palácio. É possível que esta depuração encontre a sua razão de ser na reparação dos estragos provocados pelo sismo (GONÇALVES, 1994, p. 783).
O já referido portal, de linguagem barroca, é rematado por um frontão triangular, a que se sobrepõe uma cartela rococó, com o brasão esquartelado dos Limas, Nogueiras, Vasconcelos e Britos, ou seja, dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e Marqueses de Ponte de Lima. Flanqueiam-no dois leões, numa composição que se prolonga pela janela superior. O restante alçado, dividido em dois corpos, não apresenta elementos dignos de nota, à excepção do primeiro exibir um friso a separar os três pisos e, o segundo, mais baixo, acompanhando o declive do terreno, ser coroado por uma balaustrada.
Os últimos andares remontam à mais recente intervenção de que o imóvel foi alvo, ocorrida entre 1904 e 1906. É desta campanha, também, o revestimento azulejar do pátio interno, pintado e assinado por Pereira Cão em 1904 e 1906 e executado na Fábrica da Viúva Lamego (PINTO, s.d.). A obra, patrocinada pelo Marquês de Castelo Melhor Varzea, pretendia assinalar alguns episódios importantes da história do país e da família, a par da representação de diferentes brasões, alusivos aos seus proprietários, cujo estudo permite perceber as ligações internas desta família (PINTO, s.d.). A riqueza do património azulejar do Palácio não se esgota, no entanto, nestes painéis polícromos e azuis e brancos do pátio, mas estende-se a todo o imóvel, onde é possível encontrar exemplares de épocas diferenciadas.
No interior, marcado por amplos salões, com comunicação entre si, a decoração adapta-se à função de cada um, destacando-se os estuques pintados do final do século XVIII e inícios do XIX, ou o revestimento em boiserie da antiga biblioteca.
Depois da aquisição do imóvel, em 1970, pela Câmara Municipal de Lisboa, muitos foram os projectos que aqui se pensaram implementar, quase todos de cariz cultural. O Gabinete de Estudos Olissiponenses esteve aqui instalado, tal como a Academia de História. Mais recentemente, a autarquia tem ponderado a possibilidade da venda do Palácio, tendo em vista transformá-lo num hotel de luxo. Apenas a título de curiosidade, refira-se que, escavações recentes (2001), na contígua igreja de São Lourenço, trouxeram ao conhecimento geral importantes vestígios de janelas góticas e capelas do século XIV, a par de sepulturas e outros materiais arqueológicos (RIBEIRO, O Público, 23 de Março de 2001).
(Rosário Carvalho)



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