PELOURINHO DE PAREDES DE COURA ASSINALA HOJE 93 ANOS DA SUA CLASSIFICAÇÃO PATRIMONIAL
Passam hoje precisamente 93 anos sobre a data em que o Pelourinho de Paredes de Coura foi classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP) por Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933.
A respetiva Nota Histórico-Artística do Património Cultural IP faz a seguinte descrição geral:
"A primeira referência conhecida a Coyra consta de uma carta de doação deste couto, feita por D. Teresa e D. Afonso Henriques, ao Bispo de Tuy. O primeiro foral da localidade, porém, terá sido outorgado apenas em 1257, por D. Afonso III. Será este o foral velho, referido no documento do foral novo manuelino, este datado de 1515. O concelho manteve-se até à actualidade, conservando ainda alguns testemunhos da sua antiga autonomia administrativa. Entre eles contam-se o edifício da velha cadeia comarcã, entretando recuperado e transformado em posto de turismo e auditório, e o pelourinho, que se ergue junto do primeiro, num largo central da vila. O pelourinho esteve, contudo, desmantelado e perdido durante muitos anos, tendo sido reconstruído em 1909. Apesar de ser, na maior parte, constituído por fragmentos da picota original, integra também alguns elementos datados da reconstrução.
O pelourinho ergue-se sobre plataforma de três degraus quadrangulares, de aresta, de factura moderna, à semelhança do plinto quadrangular que nela assenta, servindo de base à coluna. Esta tem fuste liso e cilíndrico, sobre toro e listel, e rematado no topo por uma moldura lisa, mera indicação de capitel. O monumento é encimado por pedestal composto por dois troncos cilíndricos de faces côncavas, rematados com pequenos tabuleiros quadrangulares, um sobre o outro. Neste pedestal pousa o remate propriamente dito, constituído por uma grande esfera lisa, com um escudo nacional adossado, e coroada por um cone embolado muito esguio. O conjunto aparenta ser de construção seiscentista, seguindo um modelo muito típico pela sobriedade decorativa, e ao mesmo tempo pelo carácter lúdico do jogo de sombras e volumes arquitectónicos, conseguido através da conjugação de sólidos geométricos simples. SML
Em resposta à Direcção Geral da Fazenda Pública, relativamente à pertença do Pelourinho de Paredes de Coura, a Direcção de Finanças do Distrito de Viana do Castelo respondeu em 16 de Novembro de 1942 ao Director Geral da Fazenda Pública - Repartição do Património, que o referido Pelourinho de Paredes de Coura está afecto à Câmara Municipal do referido concelho desde 1909 ou 1910, data em que foram reunidas as diferentes peças de que é constituído e se encontravam dispersas por várias localidades, o colocou no local onde hoje (1942) se encontra, isto é, no largo em frente dos Paços do concelho. Direcção de Finanças de Viana do Castelo.
O pelourinho, outrota também designado por picota, consistia numa coluna de pedra onde era exercida a justiça a justiça sobre aqueles que eram punidos por actos criminosos, sendo por tal considerados símbolos da liberdade municipal. Situam-se geralmente frente aos paços do concelho das diversas municipalidades pelo menos desde o século XII,tendo desde o século XV servido para a execução de penas capitais.
De estilo românico, gótico ou manuelino, os pelourinhos são geralmente constituídos por uma base sobre a qual assenta a coluna que é encimada por um capitel on apresentavam uma espécie de guarita, com grades de ferro.
MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral, 1997, Lisboa"
Lisboa
"A primeira referência conhecida a Coyra consta de uma carta de doação deste couto, feita por D. Teresa e D. Afonso Henriques, ao Bispo de Tuy. O primeiro foral da localidade, porém, terá sido outorgado apenas em 1257, por D. Afonso III. Será este o foral velho, referido no documento do foral novo manuelino, este datado de 1515. O concelho manteve-se até à actualidade, conservando ainda alguns testemunhos da sua antiga autonomia administrativa. Entre eles contam-se o edifício da velha cadeia comarcã, entretando recuperado e transformado em posto de turismo e auditório, e o pelourinho, que se ergue junto do primeiro, num largo central da vila. O pelourinho esteve, contudo, desmantelado e perdido durante muitos anos, tendo sido reconstruído em 1909. Apesar de ser, na maior parte, constituído por fragmentos da picota original, integra também alguns elementos datados da reconstrução.
O pelourinho ergue-se sobre plataforma de três degraus quadrangulares, de aresta, de factura moderna, à semelhança do plinto quadrangular que nela assenta, servindo de base à coluna. Esta tem fuste liso e cilíndrico, sobre toro e listel, e rematado no topo por uma moldura lisa, mera indicação de capitel. O monumento é encimado por pedestal composto por dois troncos cilíndricos de faces côncavas, rematados com pequenos tabuleiros quadrangulares, um sobre o outro. Neste pedestal pousa o remate propriamente dito, constituído por uma grande esfera lisa, com um escudo nacional adossado, e coroada por um cone embolado muito esguio. O conjunto aparenta ser de construção seiscentista, seguindo um modelo muito típico pela sobriedade decorativa, e ao mesmo tempo pelo carácter lúdico do jogo de sombras e volumes arquitectónicos, conseguido através da conjugação de sólidos geométricos simples. SML
Em resposta à Direcção Geral da Fazenda Pública, relativamente à pertença do Pelourinho de Paredes de Coura, a Direcção de Finanças do Distrito de Viana do Castelo respondeu em 16 de Novembro de 1942 ao Director Geral da Fazenda Pública - Repartição do Património, que o referido Pelourinho de Paredes de Coura está afecto à Câmara Municipal do referido concelho desde 1909 ou 1910, data em que foram reunidas as diferentes peças de que é constituído e se encontravam dispersas por várias localidades, o colocou no local onde hoje (1942) se encontra, isto é, no largo em frente dos Paços do concelho. Direcção de Finanças de Viana do Castelo.
O pelourinho, outrota também designado por picota, consistia numa coluna de pedra onde era exercida a justiça a justiça sobre aqueles que eram punidos por actos criminosos, sendo por tal considerados símbolos da liberdade municipal. Situam-se geralmente frente aos paços do concelho das diversas municipalidades pelo menos desde o século XII,tendo desde o século XV servido para a execução de penas capitais.
De estilo românico, gótico ou manuelino, os pelourinhos são geralmente constituídos por uma base sobre a qual assenta a coluna que é encimada por um capitel on apresentavam uma espécie de guarita, com grades de ferro.
MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral, 1997, Lisboa"
Lisboa



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