PONTE DE LIMA: "LOUREAR A PEVIDE" COM TOSTA E QUEIJO SUÍÇO DOS ALPES - CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

Outra crónica hoje, sugestiva para entrar (ou continuar) no roteiro gastronómico – Lourear (ou laurear) a Pevide em Ponte de Lima – uma caminhada com paragens para abastecimento comestível, a realizar até 30 de Novembro deste ano.
Desta vez, o petisco mudou. Ficamos com mais colegas e amigos do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima numa “estação” da popular Rua de Dentro da Vila, oficialmente Beato Francisco Pacheco.
O grupo foi a La Queijaria para degustar a proposta do desdobrável editado pelo município, e parece não escolheu mal!
A proposta da casa é uma tosta de pão tradicional com queijo dos Alpes suíços. Trata-se do Fermier Bernois, (foto 2), um queijo artesanal proveniente da região de Berna (Oberland Bernês), em cuja composição se destaca leite cru de vaca. O produto tem alguma escassez ao longo do ano, pois apenas em três dos seus meses é possível o seu fabrico, com pastoreio dos animais ao ar livre, alimentando-se tradicionalmente de ervas e floricultura seca alpina. O leite recolhido manualmente dos bovinos, é posteriormente vertido em tachos ou panelas de cobre, levemente levados ao lume em lenha.
Completa a pequena refeição, bacon ou toucinho fatiado de carne de porco, e um copo de Loureiro da Casa da Cuca, situada em Moreira do Lima, um terroir antigo e recomendado da casta – mãe de Ponte de Lima, onde existiu a Escola Prática de Agricultura fundada pelo rei D. Carlos em 4 de Setembro de 1892.
Mas, por falar em queijos na culinária, mais uma nota. Três amigos, membros da nossa equipa de cozinha, já conhecedores dessa harmonização com tostas ou brushettas, aprofundaram conhecimentos nas nossas digressões internacionais, desde há um ano para cá. Referimo-nos a Paulo Santos, Domingos Gomes e João Leonardo Matos, que no Paraíso dos Queijos, em Lausanne, Suíça, em restaurantes e supermercados de Estocolmo, na Suécia, e mais longe, em Nova Iorque e Newark, nos EUA, aromatizaram e aprofundaram o tema: foram provas, foram misturas, foram conversas com chefs, foram gostos…
Conclusão: daí para cá incentivaram o uso de queijo em entradas e em pratos, estes sejam tradicionais e servidos em tábuas, portanto laminados, ou em folhados, juntamente com os excelentes que Portugal produz, como os da Serra da Estrela, de vaca e de cabra são vários os que utilizam e dos Açores, exemplifiquemos o Milhafre.


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