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O JORNALEIRO MINHOTO NA ILUSTRAÇÃO PORTUGUEZA

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  “O Jornaleiro Minhoto” é uma interessante reportagem da autoria de Domingos Ferreira, com fotografias de A. Soucasaux, publicada na edição de 8 de Março de 1920 da revista “Ilustração Portugueza”, a qual recuperamos pelo interesse que a mesma possui sobretudo como um retrato da vida social à época, na nossa região. Ao cantar do galo, que é bom madrugador, debaixo de chuva impertinente ou neve de palmo, os humildes jornaleiros abalam pressurosos para a labuta quotidiana. Por tortuosos atalhos e múltiplas veredas lá vão em alvoroço tratar da vida, que a morte é certa, inúmeros ranchos de homens e mulheres. Há-as de ventre cheio, coitadinhas, sabem Deus para cada hora, que mais vagarosas, aos poucos, acompanham, na cauda, o movimentado cortejo do povoléu rural trabalhador. Flutua no espaço incomensurável o bulhar nervoso de pesados socos. Ao alto, n’um gesto de soberania apoteótica, a enxada de gume reluzente, afiada há instantes, inseparável companheira de infortúnio, sem...

"JÁ NÃO QUERO SER CASADO" CANTAVA-SE EM FAFE NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

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  “Já não quero ser casado” é uma música recolhida em Fafe no ano de 1888 e que constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares. Esta obra encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal onde pode ser consultada. O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra muito rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia e da canção popular portuguesa. Publicada em três volumes, compila uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 d 1899, impressos na Typographia Occidental, da cidade do Porto. Contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, cânticos religiosos de origem popular, cantos litúrgicos popularizados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pe...

VIANA DO CASTELO: MORADORES DA AREOSA RECLAMARAM EM 1821 JUNTO DAS CORTES DO REINO DAS INJÚRIAS DE QUE ERAM VÍTIMAS POR PARTE DE TRÊS INDIVÍDUOS DA MESMA FREGUESIA

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  Alguns moradores da Freguesia da Areosa, no Concelho de Viana do Castelo, enviaram em 25 de junho de 1821, uma representação às Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, reclamando das prepotências e calúnias a que estavam sujeitos por parte de três indivíduos da mesma freguesia. Transcreve-se a referida representação respeitando-se a grafia da época. Para o Conde de Sampayo. Illustrissimo e Excellentissimo Senhor = As Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza, mandão remetter á Regencia do Reino, para providenciar como lhe parecer justo, a representação inclusa e documento que a acompanha, de Domingos Rodrigues Tornellos, João Martins Pernil, e outros da Freguezia d'Areoza, termo de Vianna do Minho, em que se queixão da escandalosa oppressão e perversidade de tres individuos da mesma freguezia, os quaes por seus repetidos juramentos falsos, e pessima conduta são costumados a culparem nas devassas de correição a muitas pessoas de probidade e irreprehensiv...

HINO DA MARIA DA FONTE É O HINO DO MINHO

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  Ângelo Frondoni, compositor italiano que viveu em Portugal foi quem compôs o Hino do Minho, vulgarmente conhecido como Hino da Maria da Fonte. A imagem mostra a partitura do Hymno do Minho, inserto numa colectânea de partituras dos “Hymnos nacionaes portuguezes”, existente na Biblioteca Nacional de Portugal. O maestro e compositor Ângelo Frondoni veio para Portugal a convite do Conde de Farrobo, tendo aqui feito carreira e falecido em 1891 com setenta e nove anos de idade .

PROJECTO DE CAMINHO-DE-FERRO DA PÓVOA DE VARZIM A VIANA DO CASTELO FICOU A-VER-O-MAR... E A LINHA DO CÁVADO NÃO SAIU DO PAPEL!

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  Ramal de Famalicão, vendo-se à direita o algaliamento da via estreita com a via larga.  Ao contrário do que se verificou nas últimas décadas com o encerramento de muitos linhas e ramais de comboio, assistiu-se nos começos do século passado a uma autêntica febre ferroviária que projectava atravessar o país de lés-a-lés com redes de caminhos-de-ferro, ligando por vezes as povoações mais insignificantes na ânsia de fazer-lhes chegar o progresso a todo o vapor. Como seria de esperar, a maioria de tais projectos não passou sequer do papel, como se verificou com um pedido de concessão de um “Caminho-de-ferro em leito próprio que, partindo da Póvoa de Varzim, siga a costa por A-ver-o-Mar, Esteia, Apúlia, Fão, Esposende, Castelo do Neiva e Anha, indo terminar em Cais Novo, na margem do Lima, e de uma linha transversal que, partindo de Esposende e seguindo pela margem direita do Cávado, passe por Barcelos, terminando junto de estação de Braga”. Esta proposta, com data de 1...

CÂMARA DOS DEPUTADOS RECEBEU EM 1913 UMA REPRESENTAÇÃO RECLAMANDO CONTRA A FORMA COMO ERA FEITA A FISCALIZAÇÃO NO POSTO FRONTEIRIÇO DE VALENÇA

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  O General Simas Machado presidiu à Câmara dos Deputados Os passageiros eram obrigados a sair da carruagem e levar as suas malas num longo percurso para serem minuciosa e demoradamente inspecionadas e as senhoras iam à “apalpadeira” e tinham de despir-se. O deputado Alexandre de Barros, na sessão de 7 de Maio de 1913 da Câmara dos Deputados, apresentou um pedido de providências relativamente a um incidente ocorrido na Alfândega de Valença, questionando a forma como era feita a fiscalização nas alfândegas da raia. Na mesma sessão, Afonso Costa que acumulava o cargo de Presidente do Governo com o de Ministro das Finanças, informou que já havia ordenado um inquérito. A referida Sessão parlamentar foi presidida por Simas Machado, um bracarense descendente de famílias açorianas que foi general e comandante da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial e cuja carreira terminou com a instauração da ditadura militar em 1926. O referido...

EUROCIDADE TUI-VALENÇA CELEBRA 14 ANOS COM UM CONCERTO QUE UNE CULTURAS E PESSOAS

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  O Teatro Municipal de Tui será o cenário, no próximo sábado, 7 de fevereiro, às 19h00 (PT), de uma celebração muito especial: o Concerto do 14.º Aniversário da Eurocidade Tui–Valença. Com entrada gratuita, este espetáculo afirma a música como linguagem universal e como um dos mais fortes símbolos da união entre duas cidades que transformaram a fronteira num espaço de encontro. Protagonizado pela Academia de Música da Fortaleza de Valença e pelo Conservatório de Música Profissional de Tui, o concerto reflete o intercâmbio artístico e as dinâmicas humanas que se vive diariamente na Eurocidade. No palco estarão músicos que estudam, ensaiam e crescem juntos, independentemente do lado do rio Minho onde se encontram. A identidade cultural partilhada manifesta-se num programa intercultural que irá apresentar aos espectadores uma viagem pelos sons do fado, da gaita de foles e performances com música para todos os gostos. No final do espetáculo todos os músicos convergem no palco pa...